OTELO por William Shakespeare

Autor: Ana.Patricia  //  Categoria: Classroom, House of Night

Ato 5, Cena 2 [excerto]
Essa cena inspirou um improviso entre Zoey e Erik em Untamed
Cena II
Um quarto de dormir, no castelo. Desdêmona dorme, no leito. Uma candeia acesa. Entra Otelo.
OTELO – Esta é a causa, minha alma. Oh! Esta é a causa! Não vo-la nomearei, castas estrelas! Esta é a
causa! Não quero verter sangue, nem ferir-lhe a epiderme ainda mais branca do que neve e mais lisa que
o alabastro. Mas é fatal que morra; do contrário, virá ainda a enganar mais outros homens. Apaga a luz!
Depois… Apaga a luz! Se te apagar, ministro flamejante, poderei restituir-te a luz primeira, se vier a
arrepender-me. Mas extinta que seja tua luz, ó tu, modelo primoroso da excelsa natureza! de onde o fogo trazer de Prometeu, para dar nova luz à tua chama? Se tua rosa colher, é-me impossível o vital
crescimento restituir-lhe: fatal é que feneça. Vou aspirá-la no próprio galho. (Beija-a.) O hálito aromoso,
que quase a convencer chegaste a própria Justiça a espedaçar a sua espada! Mais um! Mais um! Se assim
ficares, morta, quero tirar-te a vida, e, após, amar-te. Mais outro; será o último; um tão doce jamais foi
tão fatal. Chorar preciso lágrimas impiedosas; é celeste meu sofrimento, pois castiga ao que ama. Vai
acordar!
DESDÊMONA – Quem está aí? Otelo?
OTELO – Sim, Desdêmona.
DESDÊMONA – Não vindes para o leito, meu senhor?
OTELO – Desdêmona, rezastes esta noite?
DESDÊMONA – Oh, decerto, senhor!
OTELO – Se vos lembrardes de alguma falta não perdoada ainda pelo céu e sua graça, cuidai logo de
tê-la redimida.
DESDÊMONA – O meu senhor! Que pretendeis dizer com isso?
OTELO – Bem; fazei o que vos disse e sede breve. Passarei nesse em meio; não desejo trucidar-vos o
espírito manchado. Não pelo céu! Não vos matarei a alma. DESDÊMONA – Quê! Falais em matar?
OTELO – Sim, é isso mesmo.
DESDÊMONA – Então que o céu de mim tenha piedade.
OTELO – Amém, de coração.
DESDÊMONA – Se assim falais, é que não pretendeis matar-me agora.
OTELO – Hum!
DESDÊMONA – Contudo, sinto medo, pois terrível sois sempre, quando revirais os olhos dessa maneira.
A causa desse medo, não sei dizê-lo, pois não sou culpada; porém sinto que tenho muito medo.
OTELO – Pensa nos teus pecados.
DESDÊMONA – Só consistem no amor que vos dedico.
OTELO – Pois por ele vais agora morrer.
DESDÊMONA – É contra a natureza dar a morte a alguém por ter amor. Ah! Por que causa mordeis o
lábio assim? Toda a postura tendes ora abalada, por alguma sanguinária paixão. E mau agouro; contudo
espero, espero que nenhuma ameaça me comine.
OTELO – Paz e aquieta-te.
DESDÊMONA – Estou quieta. Que é que há?
OTELO – O lenço que te dei, que eu tanto amava, a Cássio o deste? DESDÊMONA – Não, por minha vida, por minha alma, não o dei. Mandai chamá-lo e interrogai-o. OTELO – Juízo, querida alma, não jures falso, pois estás agora no teu leito de morte. DESDÊMONA – Sim, no leito, mas não para morrer. OTELO – Sim, neste instante. Assim, confessa francamente a culpa, pois se com juramentos contestasses ponto por ponto, em nada isso alterara ou sustara o propósito em que me acho e que gemer me faz. Urge que morras. DESDÊMONA – Que Deus de mim se apiade.
OTELO – Digo amém.
DESDÊMONA – Sede também piedoso. Em toda a vida jamais vos ofendi. Nunca amei Cássio, só lhe
tendo dicado essa amizade que o céu permite, e nunca o presenteei.
OTELO – Pelo céu, vi meu lenço na mão dele. Mulher perjura, em pedra me transmudas o coração e o
nome dás de crime ao que eu pensava ser um sacrifício. Vi o lenço! Eu mesmo!
DESDÊMONA – Então, é que ele o achou. Nunca lho dei. Mandai chamá-lo, para vir confessar o que há.
OTELO – Já confessou.
DESDÊMONA – Confessou quê, senhor?
OTELO – Que te possuiu.
DESDÊMONA – Como? Ilicitamente?
OTELO – Sim.
DESDÊMONA – Absurdo! Não dirá isso.
OTELO – Não, porque tapada já tem a boca, pois o honesto Iago tomou suas providências.
DESDÊMONA – Oh! Meu medo tinha razão de ser! Então, morreu?
OTELO – Se seus cabelos todos vivos fossem, minha grande vingança os devorara.
DESDÊMONA – Ai de mim! Foi traído e estou perdida!
OTELO – Sai, prostituta infame! Vais chorá-lo na minha frente?
DESDÊMONA – O meu senhor! Bani-me de vossa vista, mas deixai-me viva.
OTELO – Para trás, prostituta!
DESDÊMONA – Hoje, não; amanhã! Deixai-me viva!
OTELO – Se resistires…
DESDÊMONA – Meia hora apenas.
OTELO – Não há trégua; está feito.
DESDÊMONA – Ó tempo, apenas, de rezar uma vez.
OTELO – É muito tarde.
(Asfixia-a.)
Tradução e Adaptação: Aninha

LISTA DE LEITURA

Autor: Ana.Patricia  //  Categoria: Classroom, House of Night
LISTA DE LEITURA

Aqui estão alguns livros e peças lidas pelos estudantes no colégio da Morada da Noite. Porque você não confere um ou mais de um por você mesmo?

Dracula por Bram StokerGreat
Expectations por Charles Dickens
The Scarlet Letter por Nathaniel Hawthorne
Medea por Euripides
A Night to Remember por Walter Lord

Tradução e Adaptação: Aninha
Fonte:http://www.houseofnightseries.com/pages/classroom.html

SEXUALIDADE E SEDE POR SANGUE

Autor: Ana.Patricia  //  Categoria: Classroom, House of Night

SEXUALIDADE E SEDE POR SANGUE

Apesar de que a freqüência de necessidade se difere dependendo da idade, sexo, e força geral de um vampiro, adultos devem periodicamente se alimentar de sangue humano para continuar saudável e são. E assim é apenas lógico que a evolução, e a nossa amada deusa Nyx, tenham garantido com que o processo de beber sangue seja prazeroso, tanto para o vampiro quanto para o doador humano. Quanto mais velho o vampiro é, mais endorfina será liberada durante o processo, e mais intensa será a experiência de prazer para os humano e vampiro. Vampiros especularam a séculos que o êxtase de beber sangue é a razão principal do porque humanos tem difamado a nossa raça. Humanos se sentem ameaçados pela nossa habilidade de trazê-los um prazer tão intenso durante um ato que eles consideram perigoso e abominável, então eles nos rotularam de predadores. É claro, que a verdade é que vampiros podem controlar a sua sede de sangue, então existe pouco perigo físico para doadores humanos. O perigo se apresenta na impressão que normalmente ocorre durante o ritual de beber sangue.

-Retirado do Livro de Sociologia Vampirica 415

Tradução e Adaptação: Aninha

Imagem: Mariah Bonitah

IMPRESSÃO ENTRE VAMPIRO E ESTUDANTE

Autor: Ana.Patricia  //  Categoria: Classroom, House of Night

IMPRESSÃO ENTRE VAMPIRO E ESTUDANTE

Devido à possibilidade de impressão, estudantes são proibidos de beber o sangue de doadores humanos, eles podem experimentar com outros estudantes. Já foi provado que estudantes não conseguem ter impressão um com o outro. No entanto, é possível para um adulto colocar impressão em um estudante. Isso leva a complicações emocionais e físicas que não são beneficiais para nenhum dos vampiros, uma vez que o estudante complete a transformação; assim, beber sangue entre estudantes e vampiros adultos é estreitamente proibido.

-Retirado do Livro de Sociologia Vampirica 415

Tradução e Adaptação: Aninha
Fonte: http://www.houseofnightseries.com/pages/classroom.html
Imagem: Penhah Castro

IMPRESSÃO

Autor: Ana.Patricia  //  Categoria: Classroom, House of Night

IMPRESSÃO

Uma impressão entre um vampiro e um humano não ocorre cada vez que um vampiro se alimenta. Muitos estudos foram feitos para tentar determinar exatamente porque alguns humanos sofrem impressão e outros não, mas apesar de existir vários fatores determinantes, o mesmo como uma ligação emocional, relações entre humanos e vampiros recém transformados, idade, orientação sexual, e a freqüência de sangue sugado, não é possível predizer com certeza caso um humano irá possuir a impressão com o vampiro ou não.

-Retirado do Livro de Sociologia Vampirica 415

Tradução e Adaptação: Aninha
Fonte: http://www.houseofnightseries.com/pages/classroom.html
Imagem: Diana Falcão
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