09 May

Fanfic: Abandoned – cap.28


Abandoned


Autora: NessieBlossom4


Capítulo 28: Imprevistos

–Tu vens? –perguntei, surpreendida.
–Pensava que era isso que tínhamos decidido isso, lembras-te? –Pois, mas eu pensava que ela não vinha…- Agora, estamos perder tempo, temos que ir, vieste preparada ou nem por isso?
–Não… -murmurei, olhava para os lados, feita parva, decidida a não a fitar.
Suspirou (juro que se ouvisse mais um suspiro naquele dia matava alguém –OK, a maioria dos suspiros tinham sido meus…)
–Então vai preparar-te, encontramo-nos junto do alçapão daqui a meia hora!
–OK –depois o meu estômago revirou-se –Mas… assim faltamos ao ritual em honra de Nyx…
Ela virou-se para trás, pois já começara a andar.
–Pois faltamos –afirmou, com simplicidade.
–Achas que devemos faltar? Quer dizer, é um ritual importante, arrisco-me a faltar ao meu primeiro?
–Procura dentro de ti –disse ela, sarcástica, mas depois a voz voltou ao normal –A sério, revista a tua cabeça, encontras a resposta.
Virou-se e continuou, em passo apressado.
Girei nos calcanhares e corri até ao dormitório, consciente do que íamos fazer naquela noite. A adrenalina e o medo já corriam nas minhas veias, que latejavam ao triplo da velocidade. Olhei em volta e verifiquei que a noite estava calma, -fria, sem vento ou chuva, e a pouca neve que havia tinha derretido – o que me surpreendeu, devido ao frenesim dentro de mim, que me fizera pensar que estava a chegar um tornado.
Em menos de um minuto já estava no dormitório.
Subi pesadamente as escadas até ao meu (nosso) quarto, sentei-me na cama e comecei a despir-me.
Obviamente que não ia levar uma gabardine tão frágil (e tão gira) para aqueles túneis imundos, e botas de salto alto não eram a minha ideia de sapatos ideais para correr, por isso despi-me, pus uma camisola simples preta e umas calças de ganga confortáveis (e que não me impediriam de correr pela vida), calcei umas botas praticas mas quentes (nem pensar em levar pumas lá para fora, se não quisesse ficar com os pés encharcados) e vesti um casaco qualquer. Prendi o cabelo com um elástico, fiz uma prece rápida a Nyx e preparei-me para sair.
Dei três passos e voltei para trás, com uma ideia tentadora (e algo perversa) na cabeça.
Abri a minha gaveta, e tirei o pequeno frasco.
O liquido vermelho brilho dentro das paredes de vidro, juntamente com as pequenas nuvens de prata.
O frasco já provara ser mais resistente do que os meus olhos pensaram, e duvidava que Nyx me tivesse dado algo tão valioso como aquilo dentro de um frasco quebradiço qualquer. Naquele momento, soube que não se partiria nunca, e soube também que não haveria qualquer mal em faltar ao ritual. Nyx estaria a apoiar-me.
Sorvi uma gota de liquido, que explodiu e me deliciou –embora sem me provocar um desejo escaldante de ter mais daquilo (e não só…). Era uma das muitas propriedades daquele sangue –maravilhoso e reconfortante, mas não algo viciante que eu tinha de ter.
Algo em cima da minha cama tremeu.
Corri para ir buscar o telemóvel, que deixara no bolso das calças que tirara (não ia propriamente falar ao telemóvel com a minha avó quando estivesse a combater mortos-vivos taradinhos ansiosos por me chuparem o sangue até eu estar mesmo bem sequinha) e retirei-o.
Abri o telemóvel giro que me tinham oferecido à três meses (o meu antigo caíra no lava-louças cheio… Um fim triste para um telemóvel que tinha caído mais de cinquenta vezes, ido à maquina três e até tinha sido roubado pelo cão da minha vizinha….) e atendi, sem sequer ver quem era –obviamente que não me teria valido de muito ter visto, porque não tinha aquele contacto… E não fazia a mínima como é que ela arranjara o meu.
–Zoey?
–Afrodite?
–Mudança de planos, encontramo-nos nos estábulos.
–OK.
–Despacha-te, já ai estás à quinze minutos!
–Deste-me meia hora –lembrei.
–Pois, mas chegares antes disso não te ficava nada mal! –e desligou o telemóvel.
“Atrasada mental” reclamei.
Já estava a sair do dormitório (outra vez) quando fui (novamente) obrigada a recuar.
–Alisha?
–Eu vou contigo.
–Hum?
–Eu sei onde vais.
–De que é que estás a falar? –interroguei, embora me apetecesse mais perguntar algo do género “Como é que descobris-te?”
–Porque estás a abandonar a festa uma hora antes do ritual, tu nunca farias isso.
–Eu tive de vir buscar uma coisa!
–E também tiveste de mudar de roupa?
–Vou buscar uma coisa a casa da minha avó –ela alugara uma casa ali perto, para poderemos estar juntas.
–Zoey… -murmurou.
Raios me partam! Como é que resolvia aquilo? Levá-la connosco era deixa-la saber tudo e coloca-la em perigo (fora de questão) mas deixa-la seria o mesmo que mandar uma carta a Neferet a dizer que nos íamos pisgar, e creio que ela percebia a mensagem. Merda, porque raio é que não se limitara a ficar colada a Luke?
–Por favor Zoey, eu amava-o. –Estava a referir-se, claro, a Chris, que fora brutalmente assassinado pelos tarados malcheirosos três vezes malditos mortos-vivos de um raio, (excluído Stevie Rae, que era apenas malcheirosa e um bocado tarada) e que era ex-namorado dela.
–Eu sei. Lamento pela tua perda.
–Então levas-me contigo? –o rosto dela iluminou-se.
–Para vir buscar as flores da minha avó? –perguntei, fingindo-me confusa. Alisha colocou uma expressão de magoa tão grande que, por um segundo, me apeteceu leve-la comigo, mas dei um safanão a mim mesma e prossegui – É melhor voltares para a festa, aposto que o Luke está à tua espera.
–Pois…-murmurou –Até já Zoey.
Afastou-se abatida.
Só tornei a respirar quando ouvi a porta lá em baixo bater.
Depois disso apressei-me a pôr o frasco no bolso e a descer rapidamente para a cozinha –tinha de beber uma cola (que não fosse de dieta) antes de ir.
Abri a lata e sorvi meia quase de uma vez, depois sai, correndo em direcção aos estábulos.
Esperava ver Afrodite a bater o pé e a queixar-se que eu demorara vinte e sete minutos e quarenta e nove segundos, e já pensava na resposta que lhe daria quando ouvi relinchos, imensos relinchos.
Corri rapidamente para lá, deixei a cola na primeira superfície que vi e acorri para as boxes, onde estavam os cavalos, todos um pouco nervosos.
Olhei para os lados, tentando identificar qual a boxe da qual vinham os gemidos de dor, e verifiquei, apavorada, que eram de Perséfone.
Cheguei para ver que Afrodite estava lá, aflitíssima, a tentar acalmar a égua que se ia deitar naquele momento.
–Não a deixes fazer isso!! –berrei-lhe, com toda a força. Sabia o que é que ela tinha. Tinha cólicas, umas horríveis dores naqueles intestinos que deveriam ter um tamanho colossal, se se deita-se, provavelmente morreria de dores –é verdade, os cavalos são uns picuinhas.
–O que é que fazemos? –perguntou, com uma expressão de pânico. Era evidente que não fazia a mais pálida ideia do que se passava.
–Vou telefonar a Lenóbia.
–Estás maluca? Assim toda a gente vai saber que estamos nos estábulos! Vais dizer-lhe que vieste aqui dez minutos antes do ritual para os montar?
–Não, vou pedir-lhe que corra e que não fale com ninguém, Neferet deve estar a preparar o ritual e não vai saber. Por enquanto.
Dirigi-me ao telefone grande que se encontrava à porta do estabulo (ao lado da minha cola) e marquei o numero de Lenobia, que estava escrito na folha colada à própria mesa, juntamente com outros números de emergência.
–Estou?
–Professora Lenobia?
–Ah, Zoey, és tu! Faltam dez minutos para o ritual, o que raio estás a fazer nos estábulos?
–É a Perséfone, tem que vir, rápido.
Deve ter percebido, pela minha voz e pelos relinchos que algo não estava bem.
–Vou já para ai.
–E não diga a ninguém, ninguém mesmo!
–Mas Zoey, porque é que…?
–Só não o faça!
E desliguei o telemóvel. Regressei para o pé de Afrodite.
–O melhor era fazê-la mexer, mas não temos tempo, Lenobia está aqui não tarda. Tens que me ajudar a encher a boxe, se a encher-mos muito ela não vai poder deitar-se.
–OK.
Fizemos aquilo rapidamente.
–E agora, como é que vamos? Não temos cavalo e não acredito que estas pilhas de nervos sejam boas para ser montadas. Eu nunca me pus em cima de um desses bichos, não quero cair da primeira vez.
–Então ajuda-me, vai buscar uma manta.
Ela ergueu as sobrancelhas perfeitas, em jeito de pergunta.
–Deixa. Eu vou. Vai até à sala de Lenobia, vamos na Gingret.


CONTINUA…..

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02 May

Fabfic: Abandoned – cap.27


Abandoned


Autora: NessieBlossom4


Capítulo 27: Festa

A minha vida estava uma merda.
Pois, era verdade.
Eu tinha merecido aquilo? Provavelmente, aquilo e muito mais até. Magoava toda a gente com aquela atitude de megera, típica de Afrodite –era nisso que eu me estava a tornar: numa Afrodite.
–Zoey? –perguntou uma voz.
Estava sentada no pátio principal da Casa da Noite.
–Diz. –respondi, bruscamente. Depois suspirei –Desculpa, estou com a cabeça em água!
–Pois, calculo! Quer dizer, aquilo tipo -que é meeeeeeeesmo bom –parte um prato, e tu passas-te? Quer dizer, eu já tive uma camisola de estimação, mas nunca conheci ninguém que tivesse um prato de estimação!
–Tu não percebes…
–Que tu fiques deprimida quando um prato se parte? Não, não percebo.
–Não, aquele tipo meeeeeeeeesmo bom, é… era… meu namorado.
Alisha soltou um gritinho.
–Namoravas com o rapaz mais giro da escola?
–Namorava –usar o passado causava-me um aperto no coração –mas ouve um problema, e nós acabamos…
–OK, o teu ex-namorado partiu um prato, e tu ficas-te deprimida… Ainda não percebi onde queres chegar…
–Eu sou uma cabra –murmurei.
–Ah!! –exclamou Alisha –Então o teu ex-namorado partiu um prato, e tu ficaste deprimida e és uma cabra… Explicas-te?
–Alisha, nós acabámos à pouco tempo, se é que chega-mos a acabar, porque não falei com ele desde uma discussão que nós –eu, ele e o resto do nosso grupo –tive-mos! Foi uma coisa meio estúpida –(pronto, OK, não tinha sido, mas eu não lhe ia contar, já me bastavam seis a achar-me maluquinha) – e o nosso grupo separou-se, quer dizer, eu separei-me do grupo…Ontem eu… Recebi uma carta dele a dar-me os parabéns, e…mais um monte de coisas, por isso acho que para ele nós não acaba-mos mesmo, porque por alguma razão desconhecida, ele continua a pensar em mim, e eu continuo a pensar nele, mas hoje, quando estava-mos na sala comum… Bem, ele olhou para mim, eu estava super stressada para ter uma ideia melhor do que mostrar-lhe que já o esquecera (o que é mentira, mas eu estava magoada e queria que ele pensasse que sim) por isso é que beijei o Jason, e por isso é que ele partiu o prato e se foi, e por isso é que sou uma cabra!
Alisha fez um ar confuso.

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25 Apr

Fanfic: Abandoned – Cap. 26


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 26: Idiota

–Zoey!! Zoey! – gritou Alisha. Eu estava no quarto, a revirar um colar de prata (enganei-me, afinal Heath não sabia o quanto odiava que misturassem o Natal e o meu aniversário) com um pendente semelhante a um floco de neve numa mão e a carta decorada com (mais outro que não sabia sobre a mistura Natal/Aniversário) uns bonecos de neve.
–Diz?
–Zoey – ofegou ela, abrindo a porta do quarto –O Lord?? Viste-o?
–Não… Ele não anda por ai á uns dias, só agora é que te lembras?
–Ele não tem estado por cá, só agora é que te lembras?
–Não percebes! Ele tem estado por cá! Mas agora desapareceu!
–Assim como?
–Eu… Sinto-o, dentro da cabeça, como uma luz, uma presença… Eu sei SEMPRE onde ele está, SEMPRE! E agora deixei de o sentir! – exclamou, (demasiado) preocupada.
–É um gato, ele pode… ter-se afastado mais um pouco e quebrou a vossa ligação, não é nada de mais…
–Tu não percebes – interrompeu, chorosa – Ele não estava longe, e depois já cá não estava!
–Relaxa, não á de ser nada de mais! – tranquilizei-a (OK, não a tranquilizei, eu TENTEI, mas pelos vistos não deu…)

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18 Apr

Fanfic – Abandoned – Cap. 25


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 25: Surpresas

Era Jason.
–Ficas-te à minha espera? –perguntei, quando cheguei perto dele. “Espero bem que não tenha visto nada… Ou ouvido…” pensei.
–Sim, queria falar contigo hoje de manhã, mas não deu…
–Digamos que estava um pouco… ocupada? –perguntei, e sorri-lhe –escusado será dizer que ele me retribui-o com o seu sorriso tímido que eu adorava. –Então, o que é que me querias dizer?
–Err… Eu queria mais dar-ta.
“Oh, mais um presente não!” pensei, mas não lhe disse nada, obviamente, não era assim tão insensível!
–Toma –disse, entregando-me um embrulho quadrado.
–Obrigada –agradeci, e abriu-o.
Era uma caixa, coberta por veludo cinzento, ou, dito de outra forma, um guarda-jóias. Não tinha decorações nenhumas por fora, mas quando a abri, fiquei surpreendida. Era um guarda-jóias comum, como qualquer outro, mas no sitio onde normalmente se encontrava o espelho, estava agora uma imagem, um desenho… Eu.
Não sabia bem como, mas o retrato era, na minha opinião, igual a mim. Sorria e olhava em frente, para mim (estranho?). Estava igual, tal e qual um espelho, no entanto, não imaginava quando ele podia tê-lo desenhado.

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16 Apr

Fanfic: Abandoned – Cap. 24


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 24: Estupidez?

Percorremos a estrada, agora sombria, de regresso à Casa da Noite. Todos nós –ou, mais concretamente, quase todos nós, pois Elen não parecia muito contente com a nossa figura – íamos a rir e a conversar, enquanto tirava-mos bocados de nata e bolacha das roupas ou do cabelo.
Não demoramos a chegar.
Alisha conseguiu, espantosamente e com uma ginástica fantástica, enfiar um pé nas portas de ferro forjado abertas e cair no meio do alcatrão, acabando por rasgar as calças e me arrastar consigo.
–Alisha, por favor, a camisola é nova! –reclamei, sem deixar de me rir –E –que eu saiba –não bebeste nada de especial… Que eu saiba…
Ela suspirou, revirou os olhos e não me respondeu. Ia insistir, obviamente, mas um vulto chamou-me a atenção. Apenas via uma parte da cara, pois o corpo e o resto da face encontravam-se ocultos pelas sombras das arvores que cresciam perto do parque, e a lua ainda não tinha nascido, mas os traços perfeito e as tatuagens de um safira brilhante não deixaram duvidas: Era Loren.
Acenou-me, quase imperceptivelmente, com a cabeça, para que me aproximasse. Olhei para trás, para o sitio onde os outros ainda riam. Nenhum tinha reparado.
–Zoey!! –gritou-me Jason –Não vens?
–Err.. –pensei por uns segundos, era ficar ali, junto de Loren e deixar os meus amigos ir, mas ao mesmo tempo poder experimentar de novo aquela sensação de poder, ou ir com eles, deixar Loren na sombra, e continuar a divertir-me como uma miúda de dezasseis –aliás, agora eram dezassete –anos. –Já vou, continuem que eu já vos apanho.
OK, admito, pode não ter sido a melhor das decisões, depois do que vivi, até desejava nunca ter ido ter com ele, das primeiras vezes, no entanto, pela parte que me tocava –e me tentava -, naquele momento, preferia ficar.
Certifiquei-me de que já não me podiam ver ou ouvir e avancei, letamente, para debaixo das sombras ondulantes das arvores.
Ele sorriu-me.
–Estava a olhar para a lua hoje… -murmurou –Está linda e brilhante, sozinha, ofusca todas as outras estrelas…
–Não ofusca o sol –disse, estupidamente, pelo que corei em seguida.
–Não, –afirmou – mas a sua beleza é lhe mil vezes superior, e rodeada pelo manto negro da noite, torna-se numa donzela perdida… A lua está linda, esta noite – repetiu.
–Está – concordei.
–Mas existe algo que a ofusca, mais do que ela ofusca as estrelas, não achas?
Olhei para ele, percebendo onde ele queria chegar, e até me censurei por não ter percebido logo.
–TU ofuscas a lua hoje.
OK OK, já esperava aquela resposta, mas não me podem censurar por corar, não é?
Sorri-lhe. O meu lado infantil começava agora a abandonar-me, o coração abrandava e eu sentia-me melhor, mais feminina, mais adulta, mais sensual… Não sabia o que havia naquele estranho vampyro para me despertar assim, para me dar tanto prazer apenas com palavras.
–Parabéns, Zoey – murmurou, aproximando-se mais de mim.
Com o dedo, percorreu as minhas tatuagens levemente, desenhado o seu padrão na minha face, e sem nunca a largar, puxou a minha cara para a sua.
Uma chama fugaz percorreu os seus olhos, quase de um modo sinistro, mas eu não lhe dei importância, provavelmente os meus olhos brilhavam a dobrar.
Aproximou-se mais, lentamente, o que eu lamentei. Só queria aproximar-me dele, e o mais depressa possível.
Ele pareceu hesitar, por uns segundos, o que me levou a pensar que iria desistir como dantes, mas ele acabou por decidir e, suavemente, juntou os seus lábios aos meus.
Foi completamente diferente do que eu estava á espera.
Senti calor subir pela minha espinha, enquanto ele, de uma forma espantosa, me beijava e me fazia sentir melhor e mais velha do que era, sem uma ponta de fragilidade sequer. Juntei-me mais a ele, sem saber sequer o que fazia, mas algo pareceu acabar com aquilo.
Um ruído, que até eu ouvi, que soava a algo como impaciência. Ele afastou-se rapidamente, enfiou um papel na minha mão, e fugiu a correr, deixando-me ali, a sentir-me estúpida e infantil. Teria sido aquilo uma estupidez?
Regressei, penosamente, ao dormitório, mas algo me fez parar cerca de vinte metros depois.
Outro vulto estava lá.
Apresei-me a correr para junto dele, porque sabia bem quem era.

CONTINUA…..


Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again para todos!!!!

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04 Apr

Fanfic: Abandoned – cap. 23


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 23: Jantar

“A Cascata” era o nome do pequeno restaurante onde fomos jantar.
Quando entramos, uma mulher baixinha, com cabelos loiros em cacho e uma cara redonda sorridente, cumprimentou-nos.
–Devem ser do jantar de aniversário, calculo? –perguntou, numa voz animada, ao que Elen acenou com a cabeça –Então sejam bem-vindos ao nosso restaurante, sigam-me, por favor.
E desapareceu por uma porta, coberta por uma cortina de veludo.
O hall no qual nos encontrávamos era de certo modo engraçado. As paredes tinham sido revestidas com painéis de madeira escura até metade, e na metade superior predominava um tom de amarelo, embora coberto de pequenas flores verdes. Havia ainda uma mesinha de uma madeira polida do mesmo tom, onde se encontrava uma lista de reservas e meia dúzia de ementas, e ainda uma jarra com flores vermelhas, amarelas e lilases. Uma placa talhada através de um pedaço de árvore irregular, tinha escrito “A Cascata” e a ilustrar isso mesmo existia, mesmo por cima da mesa um quadro com uma enorme cascata, que dava a sensação de estar em continuo movimento. Em fim, na apreciação global, o restaurante era acolhedor e num estilo para o rústico, poderia até ter um dez na minha escala, não fosse o horrível bibelô de um esquilo, posto do lado oposto à jarra.

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28 Mar

Fanfic: Abandoned – cap.22


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 22: História

O resto do dia passou sem incidentes. Alisha estava mais distraída do que de costume, dai ter tropeçado nas escadas, escorregado na neve, batido com a cabeça na soleira da porta, perdido o telemóvel e dado uma grande queda da cadeira, aparentemente por razão nenhuma. De resto, tudo estava normal, tão normal que foi quase estranho, para mim. Lenóbia recordou o meu aniversario, e ofereceu-me, de presente, uma escovinha de bronze, para pentear as crinas de Perséfone. Gravado na escova, encontravam-se gravados em relevo, dois cavalos a galope, virados focinho com focinho, em volta de uma inscrição que fora realçada com branco “Zoey”.
–Obrigada, mas eu não devia aceitar, sabe, o valor e assim… -contestara, embora com pouca convicção, porque na realidade eu adoraria ficar com ela –regras da boa educação, infelizmente.
–Não te preocupes com o valor Zoey, foi um presente.
–Não posso…

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21 Mar

Fanfic:Abandoned – cap.21


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 21: Incidente

–Zoey? Estás bem? –perguntou Alisha, baixinho, pela frecha que abrira da porta.
–Não! Vai-te embora!
–Desculpa –murmurou, fechando a porta e saindo.
Aquilo era tão injusto! Odiava-os, a ambos, embora o meu ódio fosse maior em relação a John, a atitude da minha mãe em relação a isso era terrível.
Mas se eu os odiava, porque seria que eles continuavam a conseguir pôr-me assim?
Era completamente anormal continuar a sofrer por alguém que odiava, continuar a sofrer com atitudes que já previa, e com as quais nem me devia importar.
Encostei a cabeça à almofada e continuei a chorar, simplesmente não queria pensar, porque os pensamentos me faziam agonizar.
Fiquei para ali, pelo menos mais meia hora, até voltarem a bater à porta.
–Vai-te embora Alisha! –gritei.
–Porque é que estás chateada com ela? –perguntou uma voz, já muito conhecida, de trás da porta.
–Avó?!? –perguntei, esquecendo completamente a razão pela qual estava a chorar.
Ela abriu a porta, e sorriu.

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14 Mar

fanfic: Abandoned – cap.20


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 20: Presentes

–Calma! -respondi -Ainda preciso de me vestir!
–Oh, pormenores!
Sorri. Dirigi-me ao meu armário, tirei umas calças brancas -o único par de calças dessa cor que tinha – e vesti-as. Depois livrei-me do calor confortável do pijama e vesti a camisola que Alisha me tinha dado.
–Está boa? Quer dizer, fica-te bem, mas pode ser desconfortável ou apertada. Claro que não ia escolher uma coisa muito larga, porque te ficaria ridícula, no entanto não queria exagerar porque se exagerasse estarias muito apertada e não a podias usar, foi por isso que pedi o talão, para depois a poderes trocar, e… Ah, aqui está ele! Toma, é do American Eagle, não pude ir mais longe mas achei a camisola muito gira então dec…
–Está perfeita. -interrompi. Claro que ela não podia ir mais longe: não podíamos ficar muito tempo longe dos vampes, e ela devia ter demorado horas para escolher aquela camisola -Anda, vamos.
E puxei-a por um braço.
Alisha desceu aos saltinhos, excitada.
–Zo! Sabes á quanto tempo não estou com ninguém que faz anos? Lá na UHS havia sempre alguém que fazia anos, pelo menos, de três em três dias, e costumavam convidar-me para os jantares ou assim… Aqui não vou a um jantar de aniversário á uma semana!
–Não, não vais a nenhum jantar á três ou quatro dias…
–Pois, mas parece mais e… -e… continuou a falar!
Luke e Jason já nos esperavam lá em baixo, ambos a sorrir e de presentes na mão.
–Olá Zoey! -gritou Jason, antes de chegar ao pé dele.
–E parabéns -acrescentou Luke
–Obrigada! –respondi, a ambos.
–Toma –sorriu Luke, entregando-me uma caixinha.

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07 Mar

Fanfic: Abandoned – cap.19


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 19: Parabéns Zoey!

Segui até ao dormitório.
Quando cheguei, subi a escadas, quase a correr, até ao quarto. Alisha já lá estava, a dormir –felizmente.
Abri a última gaveta da secretaria ( uma que eu já usava desde que lá chegara, que era só minha e onde eu guardava tudo o que fosse privado), enrolei-a numas quantas folhas de papel higiénico, e coloquei-a na gaveta.
No entanto, voltei a retira-lo para beber mais uma gota.
Bebi uma minúscula quantidade, coloquei a rolha na garrafinha, e recoloquei-a na gaveta, no cantinho mais afastado.
Ou ia colocar, não tivesse a garrafinha escorregado.
Nos segundos que antecederam ao impacto, contive a respiração, com medo do que poderia acontecer. No entanto, o objecto não se partiu, limitou-se a acertar no soalho e a ressaltar, dando um salto de meio metro, seguido de outro, mais curto, e outros por ai adiante, até acabar a rolar no chão.
Apanhei-o rapidamente e rodeio entre os dedos. A luz fraca que vinha do candeeiro que eu acabara de acender e da janela mal tapada pelas cortinas permitiu-me ver que não havia nada partido e que não haviam danos maiores, no entanto, eu precisava de saber mais do que isso, por isso levei a garrafa até a casa de banho, acendi a luz e observei-a.

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