28 Feb

Fanfic: Abandoned – cap. 18


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 18: Encontro

Não sabia bem onde estava.
Devia ser um daqueles sonhos confusos, em que o cenário muda de segundo em segundo, mas eu sabia que nunca tinha estado lá.
Encontrava-me sobre uma rocha irregular e coberta de conchinhas, com algumas poças de água espalhadas ao acaso sobre os buracos da pedra.
Ainda estava zonza e cansada, mas aquilo era tão desconfortável que tive de me levantar para não ficar com as costas em ferida.
Estava completamente confusa. Ainda que fosse um sonho, o que raio é que eu fazia ali? Eu, pelo menos, costumava ter sonhos mais animados…
O rochedo era rodeado pelas águas calmas do mar. Dali não se avistava terra, apenas mais meia dúzia de rochas espalhadas ao acaso.
De repente, a água calma tornou-se apetecível, e decidi mergulhar. Algo me dizia que o fizesse, algo estranho, um instinto que não sabia existir, e não sabia compreender.
Ia tirar o meu casaco, quando me apercebi que não o tinha vestido. Aliás, não tinha nada vestido.
Embora não estivesse lá mais ninguém, desejei ter algo vestido, apenas porque não sabia o que iria encontrar. Nessa mesma altura, uma túnica branca apareceu, do nada, cobrindo-me o corpo.
Mergulhei, ensopando a roupa recém-aparecida, –e juro que não sabia como é que lá tinha ido parar – mas sem que essa se tornasse um fardo, e nadei.

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21 Feb

Fanfic: Abandoned – cap.17


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 17: Abismo

Continuava a ser o centro das atenções.
Esforçava-me para ignorar os comentários como “anormal”, “esquisita” e “diferente” que provinham não só do campo minado de adolescentes em volta, como da minha própria cabeça.
Não queria saber, não podia saber, aquilo pelo que a minha mãe estava a passar, não queria saber aquilo pelo qual Stevie Rae estava a passar, nem sequer queria saber aquilo pelo qual os meus amigos deviam estar a passar.
Eu só queria saber que EU estava a passar um mau bocado, que caíra num abismo de dor e angustia onde nada queria correr como planeado –na realidade, toda a gente só queria saber dos seus problemas e ficavam sempre à espera que eu os resolvesse.
Mas isso não era uma obrigação minha.
Estava sempre preocupada com o que havia de fazer para salvar os outros que nunca pensava em acabar com a minha angustia, só pensava nos outros, e se não pensar neles me tornava uma cabra, se quisesse apenas concentrar-me em mim para me salvar de um pesadelo real me tornava uma idiota egocêntrica, então bem que podia sê-lo.

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14 Feb

Fanfic: Abandoned – cap. 16


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 16: Inesperado

–Nós depois falamos. –respondeu-me, depois virou-se para Elen –Olá! Eu sou o Luke do apelido patético!
–E eu sou o Jason.
–Mãe, encontras-te o ferro?
–Encontrei.
–Onde é que estava?
Ela suspirou.
–Dentro da gaveta pequena do armário.
–Vês?? Eu disse-te, eu disse-te e tu não me ligaste!
–Eu sei, mas sabes, tinha a certeeeza que o tinha deixado na casa de banho!
–Pois, tu tem sempre a ceteeeza que o deixaste na casa de banho!
–Oh! –pois, aquela era uma expressão que elas tinham em comum!
E depois, como se aquela cena não fosse já muito esquisita para mim, Neferet, que andava por ali a passear no meio das dezenas de pais confusos acabados de chegar, veio fazer a sua actuação perfeitamente decorada.

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07 Feb

Fanfic: Abandoned – cap. 15


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 15: Livros

Uma vez no dormitório, Alisha fez questão de levar Lord ao nosso quarto.
Ambas ficamos decepcionadas quando percebemos que ninguém deixara lá as coisas habituais para gatos.
–Mas… Mas tu disseste que deixavam! Que injustiça! O meu gatinho não é menos que os outros.
A cara de Alisha era a de quem seria capaz de esganar alguém.
–Calma Al –não conseguia evitar sorrir –talvez se tenham enganado…
–E depois! Eu quero as minhas coisas!
Apesar dos problemas dela, Lord parecia não se importar com aquilo. Entrara no dormitório e olhara à volta, observando tudo com um ar avaliativo. Mal acabara a sua “avaliação” subira para cima da minha cama, e fora espreitar Nala.
Esta levantou-se, olharam-se longamente, depois Nala soltou um “Miauff” que dizia mesmo “Agora vou ter de partilhar o quarto… Desde que não venha para a minha cama!” e voltou a enroscar-se na almofada.
Lord chegou ao pé dela, ignorando aquele seu ultimo “comentário”, e esfregou a cauda no pelo macio das costas dela.
Nala respondeu mudando de posição.
–Ele parece não se importar Al, e tu também não devias.
–Oh!
–Anda, não disseste que a tua mãe chegava hoje?
–Chega. A tua avó também, não é?
–Sim.
–Então anda, acho que a minha mãe não demora muito.
Descemos rapidamente as escadas, deixando Lord lá em cima a explorar o pequeno quarto. Luke estava lá, a falar com um miúdo qualquer.
–Anda Luke, vamos buscar os pais da Al! –chamei.
–Ah, Zo! –exclamou, depois aproximou-se de nós, seguido pelo outro rapaz –Este é o Jason Handler, conhecemo-nos quando entrei para a Casa da Noite.
Depois virou-se para o rapaz.
–J., estas são a Zoey RedBird, a Iniciada esquisita de que te falei, e a Alisha Stevens, companheira de quarto da Zoey.
–Olá! –disse Alisha, sorrindo para o rapaz.
Mas eu estava tão atordoada que nem sequer protestei. O rapaz à minha frente tinha cabelo loiro escuro, com algumas madeixas de mais claras e cabelo completamente despenteado –o que lhe dava um ar ainda mais giro. Os traços eram definidos, suaves, doces… e os olhos tinham uma estranha tonalidade azul, que parecia oscilar entre uma cor arroxeada e um tom acinzentado. Digamos serem olhos cor-de-azul-meio-roxo-com-traços-de-cinzento.
Mas a melhor parte era o sorriso. A pele bronzeada –que acho que não descrevi à bocado –mal se enrugava quando sorria, um sorriso tímido, gentil, e devia ser essa a sua personalidade.
Alisha deu-me uma cotovelada nas costas.
–Estás a fazer figura de parva!!! –murmurou, quase imperceptivelmente. Foi quando me dei conta de que eles estavam a olhar para mim.
–Olá, sou a Zoey, prazer em conhecer-te. –e, como acontece sempre que fico nervosa, disse a primeira coisa que me veio à cabeça –Onde é que estiveste? Não te tenho visto por aqui.
“Merda, merda, merda! Tinha que fazer porcaria!”.
Por sorte, ele não percebeu.
–Fui a Paris.
–A Paris? –não estava à espera da resposta, pensei que ele fosse dizer qualquer coisa como “estive no dormitório dos rapazes” ou assim… Afinal não foi uma pergunta muito estúpida… Ainda bem!
–Sim, Paris.
–Ele ganhou o campeonato de esgrima nacional -o que inclui TODAS as Casas da Noite nos Estados Unidos –e como prémio teve direito a fazer dois meses de intercâmbio numa Casa da Noite da Europa à escolha, e a um portátil muito giro.
–A sério? Isso é incrível, muitos parabéns! –aquilo não era nervosismo, era a personalidade entusiasta de Alisha.
–Obrigado… -desgraçado do rapaz…
Ficamos alguns momentos a olhar uns para os outros, num silêncio constrangedor. Quando deixei de o aguentar, arranjei coragem para falar.
–A… A tua mãe deve estar a chegar Al.
–Oh, pois. É melhor ir. Vêm? -perguntou ela, seguindo a minha deixa.
–Claro.
–Sim, porque não?
Apressei-me a sair pela porta.
“O Zoey, agora não! Por favor, agora não!” dizia para comigo. Será que três rapazes não bastavam? Mas ele parecia tão… simpático. Fazia-me sentir bem, e ainda só me tinha sorrido… Mas porque é que será que eu tenho tendência para a atracção? Não basta já eu ter centenas de problemas? Quer dizer, anda ninguém sabia se eu sobrevivia à mudança, nem eu sabia se sobreviveria à próxima semana, com o meu pequeno “programa” de “visita turística às grutas”… E agora somamos-lhe o facto da cabra da Afrodite não querer vir comigo… Acham mesmo que iria resultar?
Alisha juntou-se a mim.
–Mais devagar Zo! Os rapazes estão a ficar para trás! Ou será esse o teu objectivo? Não parecia quando estávamos na Sala Comum mas…
–Importas-te de ficar calada?
–Na verdade, importo.
Acelerei o passo.
Ela deu uma corridinha para me apanhar.
–Vá lá Zo! Não podes ignorar isso!
–Não só posso como estou a fazê-lo.
–Não, não estás “a fazê-lo” coisíssima nenhuma. Estás a “tentar fazê-lo”, e não vai dar resultado.
–Al, confia em mim, ele não vai querer andar comigo.
–Oh, vá lá! Não o viste a olhar para ti? Era mesmo nisso que ele estava a pensar…
–Eu não digo que ele não “gostava”, digo que era melhor se não o fizesse.
–Oh, porquê Zoey?
–Tu não conheces o meu histórico amoroso.
–Estás a dizer-me que não existe? Isso quer dizer que tens vagas!
–Não, estou a dizer-te que está lotado.
–Não me pareces muito lotada…
–Isso é porque é impossível estar com algum.
–Então estás disponível.
–Al, o meu histórico não era nada extenso, e continua sem ser, o problema foi que ele conseguiu aumentar nas ultimas semanas num valor demasiado grande para alguém como eu.
–Conta-me.
–Não posso contar-te sem me achares uma galdéria.
–Zo, eu já te acho uma galdéria, se isso ajudar a tua boca a abrir-se. Mas despacha-te!
Mantive-me em silêncio.
–Zoey!!
–Desculpa, mas não te posso contar porque isso envolve muita coisa que não podes saber.
–Então omite essas partes.
–OK.
Continuamos a andar.
–Então?
–Disseste para omitir o que não pudesse contar, e eu omiti.
–Zo! –gemeu –Não pode ser isso tudo! Então diz-me, quantos foram?
Hesitei.
–Zo…
–3.
–Ao mesmo tempo?
–Mais ou menos… Sabes, tinha problemas com dois.
–Não te davas bem?
–Dar dava, e muito! –“até demais…”- Mas não podia ficar com eles.
–Mais uma vez, a tua vida dava para fazer uma novela… Ou talvez uma saga de livros.
–Achas mesmo? E chamamos-lhe o quê? “A Rapariga Com As Marcas Esquisitas Que Não Sabia Que Rapaz Escolher Ou O Que Fazer Com Eles”?
–Não, o titulo ficava muito comprido… Tem de ser algo que chame a atenção e que diga respeito ao tema…
Já tínhamos chegado ao parque de estacionamento, sentámo-nos num dos bancos dispostos à frente do mesmo e ficamos à espera dos pais de Alisha.
–Já sei! “Voltas Amorosas De Uma Vampyra”.
–A sério: Parece-te um bom nome?
–“Nocturna Sedução”?
–Parece-me um bom livro para ser proibido pelo Povo da Fé…
–E era. O que o tornaria ainda mais procurado!
–Não me parece.
–Hum… Depois pensamos nisso, acho que aquele é o carro do meu pai.
Pelos portões de ferro aparecia agora um carro preto, que me pareceu um Audi A5. Estava a estacionar exactamente do lado oposto aquele onde nos encontrávamos, mas depois deu a volta e estacionou à nossa frente.
De dentro dele, do lado do condutor, saio um homem. Era baixo, com cara redonda, bigode, e um grande sorriso. Tinha uma pequena careca no cabeça, e vestia um fato feito à medida. Fiquei surpreendida por ser o pai de Alisha.
–PAI! –grito ela, e atirou-se para cima dele.
Do outro lado saio uma mulher, a revirar os olhos.
–Vês? Eu não te disse que elas estavam aqui?
–Sim querida, disseste –respondeu o homem, num tom aborrecido.
–Olá –virou-se para mim –Deves ser a Zoey! Já ouvi falar de ti! Sou a Elen Stevens, mas trata-me por Elen.
–Muito prazer.
–Oh, deixa-te disso! Podes falar comigo normalmente.
E já sabia a quem é que Alisha se saia. Aquela mulher alta, cabelos pretos, pele muito morena e olhos castanhos era igualzinha a ela, quer nas feições, quer na personalidade. Alisha apenas herdara duas características do pai: Os olhos lindíssimos e o sorriso, que fazia as mesmas covinhas.
–Ok… Elen.
Ela sorriu.
–Hei… São os teus pais Al? –perguntou Luke, vindo sabe se lá de onde.
–São –respondeu ela, com um sorriso –mãe, pai, este é o Luke Nolls –nem vale a pena comentarem o apelido –e o Jason Handler.
–Olá! Sou a Elen Stevens e este é o meu marido, William Stevens, eu adoptei o apelido dele. –apresentou-se Elen.
Depois lembrei-me.
–Mas onde raio é que vocês estiveram?


CONTINUA…..


Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again para todos!!!!


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31 Jan

Fanfic: Abandoned – cap. 14


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 14: Afinidade

Acordei estremunha, com uma luz forte a bater-me nos olhos.
Olhei em volta à procura da sua origem.
A porta entreaberta da casa de banho.
Levantei-me, olhei para o relógio –cinco da tarde –e fui até à casa de banho.
Alisha estava sentada na borda da banheira, a falar ao telefone baixinho. Quando me viu entrar fez um ar culpado.
–Desculpa Zoey, não pensei que acordasses e… –interrompeu-se –Olha para esse cabelo nojento! Toma –e entregou-me uma escova. Aquela rapariga passava-se!
Continuou a falar ao telemóvel.
–Não… Desculpa, estava a falar com a Zoey… Já te disse mais de um milhão de vezes que é a minha nova companheira de quarto… Difícil de decorar? Oh, mãe… Mas… Espera… Vens ou não para o Nat… Daihoma?
Ficou expectante por uns minutos, e depois o rosto iluminou-se.
–Isso e excelente! O pai também vem??… Óptimo… Como é que eu posso ter levado o teu esticador… Não mãe… Estavas a usa-lo quando eu sai!… Antes do jogo… Ok, olha mãe, não posso falar agora… Adeus… Beijinhos… Também gosto muito de ti!… Adeus mãe!!
Afastou o telemóvel do ouvido e olhou para mim.
–Era a minha mãe –“difícil de perceber…” –E por que raio é que continuas com essa escova na mão? Penteia-te!

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24 Jan

Fanfic: Abandoned – cap. 13


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 13: Opções

–O… O que era? –gaguejei.
–Não sei, mas sabia deles.
–Quais as probabilidades de…
–Neferet não é parva! Não ia confiar num humano… Só se se conhecessem, e não deve ser o caso.
–O que será ele?
–Não sei… Já alguma vez o viste?
–Não… E não nos podem ver aqui as duas, Afrodite, vamos lá para fora.
Excelente! Alisha tinha chegado, a minha vida estava ligeiramente melhor, e agora aquilo! Porra, não me podiam deixar em paz!?!
Mesmo assim levantei-me, obvio, e Afrodite foi buscar qualquer coisa –provavelmente sapatos e um casaco –ao quarto.
Descemos e saímos do dormitório, dirigindo-nos para o mesmo canto da ultima vez.
–Vens comigo? –encarei-a, parecia fria e distante, como se eu fosse alguém a perguntar a marca do vestido.
–Não.
–O quê? Afrodite, esperas que sobreviva se não vieres?
–Sei lá! Eu não me meto ali!

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17 Jan

Fanfic: Abandoned – cap. 12


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 12: Pesadelo

Foi o sonho mais estranho que já tive.
Eu estava a olhar para Stevie Rae, mas não pensava como se fosse eu, mas sim como se fosse ela. Estava dentro da cabeça mas fora do corpo. Logo eu estava a olhar para mim, certo?
De qualquer maneira, aquilo não batia certo.
“Eu estava ali à cerca de duas horas, a chorar contra a pedra fria, húmida e fétida. Eles já tinham partido à imenso tempo, no entanto eu não os via, ouvida ou cheirava, a única coisa que dava para cheirar era Gisele, uma vampyra qualquer ex-iniciada que decidira ficar para trás, como eu.
O lesma do Elliot tinha ido à frete, ele podia ser um bronco, mas no que tocava a arranjar comida ele era o mestre. Eu não gostava daquelas coisas. Eram nojentas! E depois havia Neferet, sempre por ali a pavonear-se pelos corredores e a dar ordens, inclusive a mim, como se não passasse de mais um monte de sangue e carne podre. “Maldita curadora!” pensava, sempre que ela o fazia “Pensas que podes dar ordens à senhora da terra? Não passas de uma cínica de merda!”. E também não me podia ler os pensamentos, ou lá o que ela fazia, ou parecia que não pela sua expressão frustrada.

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10 Jan

Fanfic: Abandoned – cap. 11


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 11: Vazio

–Zoey! E…? –Perguntou Luke, sentando-se ao meu lado, na mesa onde eu e Alisha jantávamos.
–Alisha Stevens –respondeu Alisha rapidamente.
–Alisha? Oh, sim! A Zoey falou-me de ti!
–Falas-te? Quando? –perguntou ela, virando-se para mim.
–Anteontem –respondeu Luke, antes que eu abrisse a boca.
–Como? –interrogou ela, atónita.
–Quando um caça identifica alguém, eles avisam-nos. –exclamei, feliz por poder abrir a boca.
Ela ficou confusa. Eu conhecia aquela sensação, a pressão terrível de se ser destinado a algo antes de isso acontecer, de o nosso destino ser conhecido por outros antes de nós…
–Ok… -ela tentava recuperar do choque –E tu és?
–Luke Nolls –afirmou ele, prontamente.

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03 Jan

Fanfic: Abandoned – cap. 10


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 10: Determinação

–Zoey, esta à a tua nova companheira de quarto, Alisha! Gostava que lhe explicasses como funciona a Casa da Noite! –depois virou-se para a rapariga tremula –Alisha, esta é a Zoey RedBird, ela deverá guiar-te aqui na casa da noite! As tuas malas chegam dentro de algumas horas, até lá Zoey pode levar-te até ao vosso quarto e esclarecer as tuas duvidas! Até logo meninas!
E saiu da sala.
–O…Olá… -cumprimento-me Alisha. Não parecia o género de rapariga que se assustasse, mas aquilo era suficiente para assustar qualquer um.
Pus o meu sorriso mais simpático e respondi-lhe.
–Olá, bem vinda à Casa da Noite de Tulsa! Anda comigo, eu levo-te ao teu quarto!
–Ok, obrigada.
Seguiu-me pela escada acima até ao quarto, e pareceu ficar chocada quando entrou no espaço acolhedor e simpático, onde agora iria dormir.

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27 Dec

Fanfic: Abandoned – cap. 09


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 9: Semelhanças

O corredor era tão comprido que era difícil distinguir-lhe o fim. Nada fazia sentido. Eu dava passos, mas depois recuava. Eu sentia-me mais próxima, no entanto, o fim estava à mesma distancia.
Queria gritar.
Mas quem iria ouvir? Haveria alguém no fundo do corredor? Alguma recompensa para tanto esforço? Alguém que me ouvisse implorar por ajuda? Alguém disposto a ajudar?
Não queria saber, tinha de o fazer, se não o fizesse, enlouquecia.
Gritei, mas os gritos saíram-me mudos, esperneei e agarrei-me às paredes, mas continuava no mesmo sitio, no sitio do costume. Nada preenchia os meus passos porque eu ainda não fizera nada. Era por isso.
Mas eu não podia aguentar mais aquilo, não muito mais, eu ia sucumbir não tardava.
Agarrei-me à força que me restava para continuar a lutar, mas ela diminuía com cada segundo, e diminuía com cada eternidade, mas eu continuava na mesma. O tempo passava por mim a correr. Eu via-o. Mas não podia correr com ele. Nada era mais livre que o tempo, que podia correr nos sítios onde mais ninguém chegava. E eu não podia continuar a vê-lo passar sem ir ter com ele, sem correr ao seu lado, sem me sentir minimamente útil.
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