30 May

Fanfic: Abandoned cap.31


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 31: Ela veio …

Stevie Rae

–Que belo jantar –sussurrou Vénus ao meu ouvido –Estás a apanhar-lhe o jeito…
Referia-se ao delicioso cadáver deitado a nossos pés. Eu própria arrastara a adolescente de cabelos castanhos até ali, e devorara-a juntamente com Vénus. Os outros ainda não estavam lá.
–Sempre o tive…
–Não, tu eras aquela coisita insignificante à dois dias, que se alimentava quando podia e não fazia nada sem ser isso… Mudas-te.

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23 May

Fanfic: Abandoned cap.30


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 30: Brilho

Percorri o corredor sombrio, sempre com os olhos postos na erva que crescia sobre mim e à minha frente.
Andava sob a luz fraca do fogo que tinha invocado. Talvez por mal distinguir os pés –ou talvez só porque sim –O meu pé prendeu-se numa saliência da rocha, e eu teria caído de cara no chão, se um braço forte não me tivesse automaticamente.
Assustei-me, a pensar que uma aquelas coisas (ou tarados malcheirosos três vezes malditos mortos-vivos de um raio) me tinha descoberto, por isso reuni rapidamente o poder do fogo nos meus braços, e preparei-me para o atirar a…
–Erik?!? –Os meus olhos fitaram aqueles, azuis profundos, por meros segundos de felicidade, antes de cair em mim.
–Mas o que raio é que fazes aqui? –Atirei-lhe.

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16 May

Fanfic: Abandoned – cap. 29


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 29: Nos Tuneis

Não demorei mais do que dois minutos a aparelhar Gingret. De inicio, estava a pensar em montar Perséfone e levar Allegra, uma égua baixinha e a mais calma e fácil de montar da Casa da Noite atrás, com Afrodite em cima dela, pois sabia que Allegra me iria seguir, mas agora Peséfone estava a contorcer-se com cólicas e Allegra estava assustada na sua boxe, que infelizmente ficava nos estábulos para onde Lenóbia se iria dirigir de imediato, então nós apenas tínhamos como opção ir ambas montadas no mesmo cavalo, naquele que não estava nos estábulos.
Claro que ia ser esquisito montar aquela égua, ainda por cima sem sela (não podia pôr uma pois não cabíamos as duas), mas que opções me restavam? Nenhumas.
Por isso, tirei Gingret da boxe, e conduzi-a através de um caminho longo, o único que podia usar se não queria ser vista.
Pedi a Afrodite que me ajudasse a subir, o que ela só fez após muitos resmungos, e agarrei na mão dela para que pudesse subir também.
Só naquele momento (à porta da escola) é que me dei conta do tamanho e beleza da égua: Alta, muitíssimo alta, o pelo de um tom laranja suave, e toda a sua estrutura faziam dela uma das éguas mais aterradoras e belas que já tinha visto, o que me fez sentir pequena por estar a montar algo tão grande e gigante por estar em sobre algo que de si já transmitia tanto respeito, ambas ao mesmo tempo.

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09 May

Fanfic: Abandoned – cap.28


Abandoned


Autora: NessieBlossom4


Capítulo 28: Imprevistos

–Tu vens? –perguntei, surpreendida.
–Pensava que era isso que tínhamos decidido isso, lembras-te? –Pois, mas eu pensava que ela não vinha…- Agora, estamos perder tempo, temos que ir, vieste preparada ou nem por isso?
–Não… -murmurei, olhava para os lados, feita parva, decidida a não a fitar.
Suspirou (juro que se ouvisse mais um suspiro naquele dia matava alguém –OK, a maioria dos suspiros tinham sido meus…)
–Então vai preparar-te, encontramo-nos junto do alçapão daqui a meia hora!
–OK –depois o meu estômago revirou-se –Mas… assim faltamos ao ritual em honra de Nyx…
Ela virou-se para trás, pois já começara a andar.
–Pois faltamos –afirmou, com simplicidade.
–Achas que devemos faltar? Quer dizer, é um ritual importante, arrisco-me a faltar ao meu primeiro?
–Procura dentro de ti –disse ela, sarcástica, mas depois a voz voltou ao normal –A sério, revista a tua cabeça, encontras a resposta.
Virou-se e continuou, em passo apressado.
Girei nos calcanhares e corri até ao dormitório, consciente do que íamos fazer naquela noite. A adrenalina e o medo já corriam nas minhas veias, que latejavam ao triplo da velocidade. Olhei em volta e verifiquei que a noite estava calma, -fria, sem vento ou chuva, e a pouca neve que havia tinha derretido – o que me surpreendeu, devido ao frenesim dentro de mim, que me fizera pensar que estava a chegar um tornado.
Em menos de um minuto já estava no dormitório.
Subi pesadamente as escadas até ao meu (nosso) quarto, sentei-me na cama e comecei a despir-me.
Obviamente que não ia levar uma gabardine tão frágil (e tão gira) para aqueles túneis imundos, e botas de salto alto não eram a minha ideia de sapatos ideais para correr, por isso despi-me, pus uma camisola simples preta e umas calças de ganga confortáveis (e que não me impediriam de correr pela vida), calcei umas botas praticas mas quentes (nem pensar em levar pumas lá para fora, se não quisesse ficar com os pés encharcados) e vesti um casaco qualquer. Prendi o cabelo com um elástico, fiz uma prece rápida a Nyx e preparei-me para sair.
Dei três passos e voltei para trás, com uma ideia tentadora (e algo perversa) na cabeça.
Abri a minha gaveta, e tirei o pequeno frasco.
O liquido vermelho brilho dentro das paredes de vidro, juntamente com as pequenas nuvens de prata.
O frasco já provara ser mais resistente do que os meus olhos pensaram, e duvidava que Nyx me tivesse dado algo tão valioso como aquilo dentro de um frasco quebradiço qualquer. Naquele momento, soube que não se partiria nunca, e soube também que não haveria qualquer mal em faltar ao ritual. Nyx estaria a apoiar-me.
Sorvi uma gota de liquido, que explodiu e me deliciou –embora sem me provocar um desejo escaldante de ter mais daquilo (e não só…). Era uma das muitas propriedades daquele sangue –maravilhoso e reconfortante, mas não algo viciante que eu tinha de ter.
Algo em cima da minha cama tremeu.
Corri para ir buscar o telemóvel, que deixara no bolso das calças que tirara (não ia propriamente falar ao telemóvel com a minha avó quando estivesse a combater mortos-vivos taradinhos ansiosos por me chuparem o sangue até eu estar mesmo bem sequinha) e retirei-o.
Abri o telemóvel giro que me tinham oferecido à três meses (o meu antigo caíra no lava-louças cheio… Um fim triste para um telemóvel que tinha caído mais de cinquenta vezes, ido à maquina três e até tinha sido roubado pelo cão da minha vizinha….) e atendi, sem sequer ver quem era –obviamente que não me teria valido de muito ter visto, porque não tinha aquele contacto… E não fazia a mínima como é que ela arranjara o meu.
–Zoey?
–Afrodite?
–Mudança de planos, encontramo-nos nos estábulos.
–OK.
–Despacha-te, já ai estás à quinze minutos!
–Deste-me meia hora –lembrei.
–Pois, mas chegares antes disso não te ficava nada mal! –e desligou o telemóvel.
“Atrasada mental” reclamei.
Já estava a sair do dormitório (outra vez) quando fui (novamente) obrigada a recuar.
–Alisha?
–Eu vou contigo.
–Hum?
–Eu sei onde vais.
–De que é que estás a falar? –interroguei, embora me apetecesse mais perguntar algo do género “Como é que descobris-te?”
–Porque estás a abandonar a festa uma hora antes do ritual, tu nunca farias isso.
–Eu tive de vir buscar uma coisa!
–E também tiveste de mudar de roupa?
–Vou buscar uma coisa a casa da minha avó –ela alugara uma casa ali perto, para poderemos estar juntas.
–Zoey… -murmurou.
Raios me partam! Como é que resolvia aquilo? Levá-la connosco era deixa-la saber tudo e coloca-la em perigo (fora de questão) mas deixa-la seria o mesmo que mandar uma carta a Neferet a dizer que nos íamos pisgar, e creio que ela percebia a mensagem. Merda, porque raio é que não se limitara a ficar colada a Luke?
–Por favor Zoey, eu amava-o. –Estava a referir-se, claro, a Chris, que fora brutalmente assassinado pelos tarados malcheirosos três vezes malditos mortos-vivos de um raio, (excluído Stevie Rae, que era apenas malcheirosa e um bocado tarada) e que era ex-namorado dela.
–Eu sei. Lamento pela tua perda.
–Então levas-me contigo? –o rosto dela iluminou-se.
–Para vir buscar as flores da minha avó? –perguntei, fingindo-me confusa. Alisha colocou uma expressão de magoa tão grande que, por um segundo, me apeteceu leve-la comigo, mas dei um safanão a mim mesma e prossegui – É melhor voltares para a festa, aposto que o Luke está à tua espera.
–Pois…-murmurou –Até já Zoey.
Afastou-se abatida.
Só tornei a respirar quando ouvi a porta lá em baixo bater.
Depois disso apressei-me a pôr o frasco no bolso e a descer rapidamente para a cozinha –tinha de beber uma cola (que não fosse de dieta) antes de ir.
Abri a lata e sorvi meia quase de uma vez, depois sai, correndo em direcção aos estábulos.
Esperava ver Afrodite a bater o pé e a queixar-se que eu demorara vinte e sete minutos e quarenta e nove segundos, e já pensava na resposta que lhe daria quando ouvi relinchos, imensos relinchos.
Corri rapidamente para lá, deixei a cola na primeira superfície que vi e acorri para as boxes, onde estavam os cavalos, todos um pouco nervosos.
Olhei para os lados, tentando identificar qual a boxe da qual vinham os gemidos de dor, e verifiquei, apavorada, que eram de Perséfone.
Cheguei para ver que Afrodite estava lá, aflitíssima, a tentar acalmar a égua que se ia deitar naquele momento.
–Não a deixes fazer isso!! –berrei-lhe, com toda a força. Sabia o que é que ela tinha. Tinha cólicas, umas horríveis dores naqueles intestinos que deveriam ter um tamanho colossal, se se deita-se, provavelmente morreria de dores –é verdade, os cavalos são uns picuinhas.
–O que é que fazemos? –perguntou, com uma expressão de pânico. Era evidente que não fazia a mais pálida ideia do que se passava.
–Vou telefonar a Lenóbia.
–Estás maluca? Assim toda a gente vai saber que estamos nos estábulos! Vais dizer-lhe que vieste aqui dez minutos antes do ritual para os montar?
–Não, vou pedir-lhe que corra e que não fale com ninguém, Neferet deve estar a preparar o ritual e não vai saber. Por enquanto.
Dirigi-me ao telefone grande que se encontrava à porta do estabulo (ao lado da minha cola) e marquei o numero de Lenobia, que estava escrito na folha colada à própria mesa, juntamente com outros números de emergência.
–Estou?
–Professora Lenobia?
–Ah, Zoey, és tu! Faltam dez minutos para o ritual, o que raio estás a fazer nos estábulos?
–É a Perséfone, tem que vir, rápido.
Deve ter percebido, pela minha voz e pelos relinchos que algo não estava bem.
–Vou já para ai.
–E não diga a ninguém, ninguém mesmo!
–Mas Zoey, porque é que…?
–Só não o faça!
E desliguei o telemóvel. Regressei para o pé de Afrodite.
–O melhor era fazê-la mexer, mas não temos tempo, Lenobia está aqui não tarda. Tens que me ajudar a encher a boxe, se a encher-mos muito ela não vai poder deitar-se.
–OK.
Fizemos aquilo rapidamente.
–E agora, como é que vamos? Não temos cavalo e não acredito que estas pilhas de nervos sejam boas para ser montadas. Eu nunca me pus em cima de um desses bichos, não quero cair da primeira vez.
–Então ajuda-me, vai buscar uma manta.
Ela ergueu as sobrancelhas perfeitas, em jeito de pergunta.
–Deixa. Eu vou. Vai até à sala de Lenobia, vamos na Gingret.


CONTINUA…..

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02 May

Fabfic: Abandoned – cap.27


Abandoned


Autora: NessieBlossom4


Capítulo 27: Festa

A minha vida estava uma merda.
Pois, era verdade.
Eu tinha merecido aquilo? Provavelmente, aquilo e muito mais até. Magoava toda a gente com aquela atitude de megera, típica de Afrodite –era nisso que eu me estava a tornar: numa Afrodite.
–Zoey? –perguntou uma voz.
Estava sentada no pátio principal da Casa da Noite.
–Diz. –respondi, bruscamente. Depois suspirei –Desculpa, estou com a cabeça em água!
–Pois, calculo! Quer dizer, aquilo tipo -que é meeeeeeeesmo bom –parte um prato, e tu passas-te? Quer dizer, eu já tive uma camisola de estimação, mas nunca conheci ninguém que tivesse um prato de estimação!
–Tu não percebes…
–Que tu fiques deprimida quando um prato se parte? Não, não percebo.
–Não, aquele tipo meeeeeeeeesmo bom, é… era… meu namorado.
Alisha soltou um gritinho.
–Namoravas com o rapaz mais giro da escola?
–Namorava –usar o passado causava-me um aperto no coração –mas ouve um problema, e nós acabamos…
–OK, o teu ex-namorado partiu um prato, e tu ficas-te deprimida… Ainda não percebi onde queres chegar…
–Eu sou uma cabra –murmurei.
–Ah!! –exclamou Alisha –Então o teu ex-namorado partiu um prato, e tu ficaste deprimida e és uma cabra… Explicas-te?
–Alisha, nós acabámos à pouco tempo, se é que chega-mos a acabar, porque não falei com ele desde uma discussão que nós –eu, ele e o resto do nosso grupo –tive-mos! Foi uma coisa meio estúpida –(pronto, OK, não tinha sido, mas eu não lhe ia contar, já me bastavam seis a achar-me maluquinha) – e o nosso grupo separou-se, quer dizer, eu separei-me do grupo…Ontem eu… Recebi uma carta dele a dar-me os parabéns, e…mais um monte de coisas, por isso acho que para ele nós não acaba-mos mesmo, porque por alguma razão desconhecida, ele continua a pensar em mim, e eu continuo a pensar nele, mas hoje, quando estava-mos na sala comum… Bem, ele olhou para mim, eu estava super stressada para ter uma ideia melhor do que mostrar-lhe que já o esquecera (o que é mentira, mas eu estava magoada e queria que ele pensasse que sim) por isso é que beijei o Jason, e por isso é que ele partiu o prato e se foi, e por isso é que sou uma cabra!
Alisha fez um ar confuso.

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25 Apr

Fanfic: Abandoned – Cap. 26


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 26: Idiota

–Zoey!! Zoey! – gritou Alisha. Eu estava no quarto, a revirar um colar de prata (enganei-me, afinal Heath não sabia o quanto odiava que misturassem o Natal e o meu aniversário) com um pendente semelhante a um floco de neve numa mão e a carta decorada com (mais outro que não sabia sobre a mistura Natal/Aniversário) uns bonecos de neve.
–Diz?
–Zoey – ofegou ela, abrindo a porta do quarto –O Lord?? Viste-o?
–Não… Ele não anda por ai á uns dias, só agora é que te lembras?
–Ele não tem estado por cá, só agora é que te lembras?
–Não percebes! Ele tem estado por cá! Mas agora desapareceu!
–Assim como?
–Eu… Sinto-o, dentro da cabeça, como uma luz, uma presença… Eu sei SEMPRE onde ele está, SEMPRE! E agora deixei de o sentir! – exclamou, (demasiado) preocupada.
–É um gato, ele pode… ter-se afastado mais um pouco e quebrou a vossa ligação, não é nada de mais…
–Tu não percebes – interrompeu, chorosa – Ele não estava longe, e depois já cá não estava!
–Relaxa, não á de ser nada de mais! – tranquilizei-a (OK, não a tranquilizei, eu TENTEI, mas pelos vistos não deu…)

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18 Apr

Fanfic – Abandoned – Cap. 25


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 25: Surpresas

Era Jason.
–Ficas-te à minha espera? –perguntei, quando cheguei perto dele. “Espero bem que não tenha visto nada… Ou ouvido…” pensei.
–Sim, queria falar contigo hoje de manhã, mas não deu…
–Digamos que estava um pouco… ocupada? –perguntei, e sorri-lhe –escusado será dizer que ele me retribui-o com o seu sorriso tímido que eu adorava. –Então, o que é que me querias dizer?
–Err… Eu queria mais dar-ta.
“Oh, mais um presente não!” pensei, mas não lhe disse nada, obviamente, não era assim tão insensível!
–Toma –disse, entregando-me um embrulho quadrado.
–Obrigada –agradeci, e abriu-o.
Era uma caixa, coberta por veludo cinzento, ou, dito de outra forma, um guarda-jóias. Não tinha decorações nenhumas por fora, mas quando a abri, fiquei surpreendida. Era um guarda-jóias comum, como qualquer outro, mas no sitio onde normalmente se encontrava o espelho, estava agora uma imagem, um desenho… Eu.
Não sabia bem como, mas o retrato era, na minha opinião, igual a mim. Sorria e olhava em frente, para mim (estranho?). Estava igual, tal e qual um espelho, no entanto, não imaginava quando ele podia tê-lo desenhado.

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17 Apr

Deusa Triplice


A Bruxaria é uma religião lunar por excelência. Ainda que tenha elementos solares, expressos nos sabás (que celebram o ciclo de vida e morte do Deus-Sol), as suas principais características são lunares. Por isso na Bruxaria, tanto tradicional quanto moderna (Wicca) celebra-se o ciclo da Lua nos chamados esbás.
A Lua representa a Deusa Tríplice. Na lua nova e crescente ela é a Donzela, na lua cheia é a Mãe e na lua minguante é a Anciã/Deusa Negra
Ordinariamente, a única fase da lua que todo praticante da Bruxaria celebra é o plenilúnio, que é o primeiro dia da lua cheia, quando a Deusa mostra-se no máximo do seu poder.
Nesta fase, que são os últimos três dias da lua minguante, a lua acabou de minguar e desapareceu totalmente, abandonando os céus. A Deusa então mostra-se como a Deusa Negra, a que revela o Seu lado obscuro e terrível, muitas vezes cruel, bem como o nosso. Essa fase da lua é mais difícil de ser trabalhada e não é recomendável que alguém recém-chegado à bruxaria já comece a celebrá-la. Aconselha-se por volta de seis meses de experiência com o plenilúnio antes de se trabalhar a Lua Negra. A Lua Negra é tão poderosa quanto o plenilúnio. Porém, o Seu poder é de uma ordem diferente.
É o poder das sombras, do terror, da face destrutiva da Divindade. Em geral, é um poder que assusta quem começa a trabalhar com ele, mas é um poder necessário de ser compreendido, pois faz parte da Deusa (e portanto de nós).
Na Lua Negra, ao contrário, não há essa obrigação da “idade” das deusas. Por exemplo, Hécate, a deusa mais comumente associada com essa fase, era normalmente retratada pelos antigos gregos como uma mulher bem jovem. Em termos de idade, ela seria uma deusa da época da lua crescente. Mas as suas características de Deusa Negra fazem com que ela seja melhor associada à fase de escuridão da Lua. De qualquer forma, as celebrações das luas crescente e minguante não é obrigatória, embora possa ser enriquecedora a quem as fizer. Em verdade, a maior parte dos praticantes da Religião Antiga preferem celebrar apenas a lua cheia e alguns também a lua negra.
Mas cada um deve fazer do modo que achar melhor e for mais produtivo para a sua vida. Mas sempre lembrando da necessidade de conhecer todas as faces da Deusa, que se repetem em nossas personalidades, assim como os Deuses, somos parte luz sombra. Para nosso completo equilíbrio, estas forças devem interagir em nosso ser de maneira harmônica, sem excessos.

Fonte


Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again para todos!!!!

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16 Apr

Fanfic: Abandoned – Cap. 24


Abandoned


Autora: NessieBlossom4

Capítulo 24: Estupidez?

Percorremos a estrada, agora sombria, de regresso à Casa da Noite. Todos nós –ou, mais concretamente, quase todos nós, pois Elen não parecia muito contente com a nossa figura – íamos a rir e a conversar, enquanto tirava-mos bocados de nata e bolacha das roupas ou do cabelo.
Não demoramos a chegar.
Alisha conseguiu, espantosamente e com uma ginástica fantástica, enfiar um pé nas portas de ferro forjado abertas e cair no meio do alcatrão, acabando por rasgar as calças e me arrastar consigo.
–Alisha, por favor, a camisola é nova! –reclamei, sem deixar de me rir –E –que eu saiba –não bebeste nada de especial… Que eu saiba…
Ela suspirou, revirou os olhos e não me respondeu. Ia insistir, obviamente, mas um vulto chamou-me a atenção. Apenas via uma parte da cara, pois o corpo e o resto da face encontravam-se ocultos pelas sombras das arvores que cresciam perto do parque, e a lua ainda não tinha nascido, mas os traços perfeito e as tatuagens de um safira brilhante não deixaram duvidas: Era Loren.
Acenou-me, quase imperceptivelmente, com a cabeça, para que me aproximasse. Olhei para trás, para o sitio onde os outros ainda riam. Nenhum tinha reparado.
–Zoey!! –gritou-me Jason –Não vens?
–Err.. –pensei por uns segundos, era ficar ali, junto de Loren e deixar os meus amigos ir, mas ao mesmo tempo poder experimentar de novo aquela sensação de poder, ou ir com eles, deixar Loren na sombra, e continuar a divertir-me como uma miúda de dezasseis –aliás, agora eram dezassete –anos. –Já vou, continuem que eu já vos apanho.
OK, admito, pode não ter sido a melhor das decisões, depois do que vivi, até desejava nunca ter ido ter com ele, das primeiras vezes, no entanto, pela parte que me tocava –e me tentava -, naquele momento, preferia ficar.
Certifiquei-me de que já não me podiam ver ou ouvir e avancei, letamente, para debaixo das sombras ondulantes das arvores.
Ele sorriu-me.
–Estava a olhar para a lua hoje… -murmurou –Está linda e brilhante, sozinha, ofusca todas as outras estrelas…
–Não ofusca o sol –disse, estupidamente, pelo que corei em seguida.
–Não, –afirmou – mas a sua beleza é lhe mil vezes superior, e rodeada pelo manto negro da noite, torna-se numa donzela perdida… A lua está linda, esta noite – repetiu.
–Está – concordei.
–Mas existe algo que a ofusca, mais do que ela ofusca as estrelas, não achas?
Olhei para ele, percebendo onde ele queria chegar, e até me censurei por não ter percebido logo.
–TU ofuscas a lua hoje.
OK OK, já esperava aquela resposta, mas não me podem censurar por corar, não é?
Sorri-lhe. O meu lado infantil começava agora a abandonar-me, o coração abrandava e eu sentia-me melhor, mais feminina, mais adulta, mais sensual… Não sabia o que havia naquele estranho vampyro para me despertar assim, para me dar tanto prazer apenas com palavras.
–Parabéns, Zoey – murmurou, aproximando-se mais de mim.
Com o dedo, percorreu as minhas tatuagens levemente, desenhado o seu padrão na minha face, e sem nunca a largar, puxou a minha cara para a sua.
Uma chama fugaz percorreu os seus olhos, quase de um modo sinistro, mas eu não lhe dei importância, provavelmente os meus olhos brilhavam a dobrar.
Aproximou-se mais, lentamente, o que eu lamentei. Só queria aproximar-me dele, e o mais depressa possível.
Ele pareceu hesitar, por uns segundos, o que me levou a pensar que iria desistir como dantes, mas ele acabou por decidir e, suavemente, juntou os seus lábios aos meus.
Foi completamente diferente do que eu estava á espera.
Senti calor subir pela minha espinha, enquanto ele, de uma forma espantosa, me beijava e me fazia sentir melhor e mais velha do que era, sem uma ponta de fragilidade sequer. Juntei-me mais a ele, sem saber sequer o que fazia, mas algo pareceu acabar com aquilo.
Um ruído, que até eu ouvi, que soava a algo como impaciência. Ele afastou-se rapidamente, enfiou um papel na minha mão, e fugiu a correr, deixando-me ali, a sentir-me estúpida e infantil. Teria sido aquilo uma estupidez?
Regressei, penosamente, ao dormitório, mas algo me fez parar cerca de vinte metros depois.
Outro vulto estava lá.
Apresei-me a correr para junto dele, porque sabia bem quem era.

CONTINUA…..


Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again para todos!!!!

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09 Apr

Deusa Triplice


Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.
A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

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